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Escena de The Young Pope
Cartel de The Young Pope

The Young Pope (2016)

16 1 temporada 10 episodios 55 min Drama

Su religión es la revolución.

Sinopsis

El cónclave acaba de elegir a Lenny Belardo nuevo Papa de la Santa Iglesia Romana. Un Papa bastante atípico: no sólo por su edad o porque es el primer italoamericano en alzarse con el trono de Pedro, sino también por sus ideas reaccionarias, muy próximas al oscurantismo, que Lenny impone a la fuerza desde las primeras semanas de su papado. Estas ideas podrían cambiar drásticamente la imagen de una de las instituciones más antiguas que existen. Pero Lenny es también un hombre frágil, atormentado por su pasado y por una relación con la fe extremadamente problemática.

Temporadas

Reparto

Producción

Ficha técnica

Etiquetas

Preguntas sobre la serie The Young Pope

¿De qué trata The Young Pope?

The Young Pope: El cónclave acaba de elegir a Lenny Belardo nuevo Papa de la Santa Iglesia Romana. Un Papa bastante atípico: no sólo por su edad o porque es el primer italoamericano en alzarse con el trono de Pedro, sino también por sus ideas reaccionarias, muy próximas al oscurantismo, que Lenny impone a la fuerza desde las primeras…

¿Cuántas temporadas tiene The Young Pope?

The Young Pope tiene 1 temporada, con 10 episodios en total.

¿The Young Pope sigue en emisión?

The Young Pope ya terminó en 2016.

¿Cuánto dura cada episodio de The Young Pope?

Cada episodio de The Young Pope dura unos 55 minutos.

¿Quién actúa en The Young Pope?

En el reparto de The Young Pope están Jude Law, Diane Keaton, Silvio Orlando, Javier Cámara y Scott Shepherd.

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Series

Críticas del público

Críticas de los lectores

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De la prensa y de TMDb

  • por Filipe Manuel Neto 9,0

    Um papa disruptivo e cáustico que vai ser amado e odiado na mesma medida.

    Há imensas séries e filmes acerca de papas, da Santa Sé e da Igreja Católica. Muitas são boas. Há séries críticas e cáusticas, e outras simpáticas para com a Igreja, mas sempre cativam um público atraído pela temática sedutora, em que a moral se associa à tradição, ao brilho e pompa e à expectativa de algo escandaloso.

    Esta série não foge muito a estas regras e apresenta-nos um panorama difícil de imaginar: após a morte de um papa popular e muito querido de todos (que poderia bem ser o actual pontífice), o Conclave, a despeito de todas as manobras de manipulação, escolhe por sucessor um jovem cardeal americano, Lenny Belardo, um protegido de um dos principais candidatos ao sólio papal, o Cardeal Spencer, arcebispo de Nova Iorque. Indiferente ao choque de todos (principalmente do velho cardeal norte-americano, que esperava ser eleito, e do Cardeal Secretário de Estado Voiello, o rosto de uma cúria papal manipuladora e cínica), Lenny aceita e toma o nome de Pio XIII, levando a cabo uma revolução sem paralelo: preferindo não divulgar a sua imagem e manter o menor contacto possível com os fiéis, oculta-se e tenta libertar a Igreja da pressão da opinião pública e da popularidade fácil, ao mesmo tempo que luta com uma cúria desleal, problemas de pedofilia e homossexualidade e os seus próprios demónios e dúvidas interiores.

    Paolo Sorrentino conseguiu dar-nos um papa verdadeiramente disruptivo: o século XX foi o tempo dos papas “superstar” que arrastam multidões e percorrem o mundo em contacto com os fiéis, usando a sua imagem para espalhar a fé, fazer pontes com outras crenças e combater problemas como a fome, a insegurança e a guerra. Nunca foi tão fácil saber onde está e o que faz o papa, e nunca vimos um papado tão despojado e quase envergonhado da própria riqueza. Sorrentino rompe com isto e dá-nos um Pio XIII que podemos odiar e admirar: ele é narcisista apesar de se esconder, e quer ter uma boa forma física e um aspecto grandioso, não se coibindo de ressuscitar vestes, cerimónias e aparato imperial, como não vemos desde João XXIII, a fim de impor a sua autoridade sobre a Igreja. Nesta série, as (poucas) missas que vemos são em latim, com o celebrante de costas para a assembleia, e o papa nunca sai de Itália. Há um ambiente de surrealismo que se observa na forma como Sorrentino usa temas oníricos como o sonho, a ilusão e a alucinação. À medida que a série vai evoluindo, porém, o director tenta aliviar a pressão e dar uma conclusão amigável e simpática à sua história, o que rompe bastante com o que vinha acontecendo na fase inicial da série, quase a ponto de se contradizer. A somar a este problema, a série carece de uma boa sensação de passagem de tempo: não conseguimos perceber bem se a história decorre ao longo de vários anos ou vários meses.

    O elenco luxuoso é encabeçado brilhantemente por Jude Law, que encarna perfeitamente o seu papel e consegue ser igualmente detestável e simpático. Diane Keaton também nos surpreende e encanta como Irmã Maria, uma freira que criou Belardo num orfanato e agora actua como a sua secretária pessoal, e a quem Sorrentino chega a colocar como um “poder por trás do trono” do seu jovem papa. Silvio Orlando e Javier Cámara são muito bons nos papéis de dois cardeais de grande importância na série o hipócrita Secretário de Estado Voiello e o alcoólico e bondoso Gutierrez, que também é Cerimoniário Papal. Muito menos interessantes são as participações de actores como Scott Shepherd ou Ludivine Sagnier. Ambos prometiam muito e tinham boas personagens (um cardeal que mantivera uma relação amorosa com a mulher de um traficante e que parece ser bissexual, e a esposa beata de um guarda suíço que trai o marido com um padre e é recrutada para seduzir o novo papa), mas são ambos descartados pela série de maneira algo abrupta e desagradável, abortando os seus respectivos sub-enredos.

    Tecnicamente, a série fez maravilhas com o seu gordo orçamento de 47 milhões de euros: sem a bênção para filmar no Vaticano, os ambientes foram recriados em estúdio e são excelentes na quantidade de detalhes e na escolha dos adereços e mobiliário. Os figurinos e vestes usados são ricos em detalhes e poderiam ser perfeitamente usados por verdadeiros prelados e cardeais sem qualquer problema. Há ainda várias cenas feitas em locais de filmagem italianos muito bons e a cinematografia é agradável e nunca parece televisiva ou redutora. Os diálogos e discursos são muito bem escritos e intrigantes e a banda sonora contemporânea contribui, muitas vezes, para o surrealismo de certas cenas.

Curiosidades

Ficha actualizada el 17/09/2026.