
Blaise Pascal (1972)
Blaise Pascal (1972), de Roberto Rossellini, com Pierre Arditi e Rita Forzano.
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Sinopse
Nesta biografia evocativa e atmosférica, Roberto Rossellini dá vida ao filósofo e matemático Blaise Pascal, que, em meio à perseguição religiosa e à ignorância, acreditava em uma harmonia entre Deus e a ciência.
- Mario FiorettiFotografia
- Roberto RosselliniDireção, Roteiro
- Jolanda BenvenutiMontagem
- Claude BaksProdução
Sobre o filme
Blaise Pascal é um telefilme franco-italiano dramático biográfico de 1972 dirigido por Roberto Rossellini, em uma coprodução RAI-ORTF. Acompanha a trajetória do matemático, filósofo, teólogo, inventor e físico Blaise Pascal, dos seus 17 anos até sua morte, demonstrando a formação de seu pensamento científico e teológico, suas invenções e formulações, e sua relação com o jansenismo. Faz parte de um série de telefilmes histórico-didáticos realizados pelo diretor e é o segundo a tratar de um filósofo; precedido apenas por Sócrates, transmitido em 1971.
É um longa-metragem biográfico parte da tetralogia sobre filósofos, “Os Filósofos” que incluem as cine-biografias de: Sócrate, Agostinho e Descartes.
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Blaise Pascal é um telefilme franco-italiano dramático biográfico de 1972 dirigido por Roberto Rossellini, em uma coprodução RAI-ORTF. Acompanha a trajetória do matemático, filósofo, teólogo, inventor e físico Blaise Pascal, dos seus 17 anos até sua morte, demonstrando a formação de seu pensamento científico e teológico, suas invenções e formulações, e sua relação com o jansenismo. Faz parte de um série de telefilmes histórico-didáticos realizados pelo diretor e é o segundo a tratar de um filósofo; precedido apenas por Sócrates, transmitido em 1971.
É um longa-metragem biográfico parte da tetralogia sobre filósofos, “Os Filósofos” que incluem as cine-biografias de: Sócrate, Agostinho e Descartes.
Sinopse
Nesta obra menos conhecida de Rossellini, organizada de forma episódica, acompanhamos a trajetória de Blaise Pascal, dos 17 anos até sua morte precoce, mostrando seus célebres estudos de Matemática e Geometria, incluindo a criação da primeira calculadora mecânica; seus trabalhos revolucionários sobre o vácuo, os fluidos e a pressão atmosférica; sua relação com o Jansenismo e a concepção de suas principais obras filosófico-religiosas, envolvendo, frequentemente, diálogos com inúmeros pensadores.
Enredo
O jovem Blaise Pascal, nascido na França em 1623, é um estudioso muito habilidoso e inteligente que vive do estudo dos princípios da matemática e da mecânica já introduzidos por René Descartes, o inventor do plano cartesiano e superior. Pascal publica como seu primeiro trabalho um ensaio sobre geometria e matemática, no qual explica as cônicas que formariam uma estrela não de cinco, mas de seis pontas. No entanto, Pascal não é totalmente compreendido por seus pares, devido ao seu gênio precoce.
Com a saúde muito debilitada, Pascal passa a maior parte dos dias na cama com febre, quando se depara com um grupo de pensadores de uma nova filosofia que ajudaria seu pai após uma brusca queda: o Jansenismo, nascido de Jansênio. Blaise Pascal fica impressionado com as teorias jansenistas ao saber que eles se declaram membros de um círculo fechado ordenado por Deus que teria a tarefa de espalhar o conhecimento para o mundo, enquanto, até então, via a Igreja apenas um conforto que explorava os mais pobres e ignorantes.
Até aquele momento, Pascal havia concebido Deus como algo impalpável e superior que teria gerado o mundo, os planetas e tudo o que o homem conhece graças, também, às recentes descobertas científicas. Depois de dois anos, em 1653, Pascal teve uma visão durante uma noite em que Deus aparecia a ele e lhe dizia para divulgar suas leis e regras escritas na Bíblia. Pascal, então, analisa os princípios e principais sermões de João Batista e Isaías que anunciam a chegada de Jesus e ameaçam o Castigo Eterno para aqueles que não respeitam as leis de Deus.
Partindo da ideia de difundir o jansenismo, Pascal aproveita para refletir também sobre a alma humana e sobre a complexidade das ideias de cada um, concluindo que Descartes havia usado Deus apenas para dar origem aos seus princípios a serem tratados na mecânica. Segundo Pascal, a alma humana, junto com o seu pensamento, está sempre perturbada e dividida nos caminhos certos a seguir para chegar à Verdade. O espírito é sempre caracterizado por uma busca interior e, sobretudo, dividido pela filosofia. Pascal afirma em sua mais recente e importante obra que esse
pensamento pode ser concebido tanto do ponto de vista católico quanto do científico para a busca de descobertas. Pascal morre aos 39 anos, dez anos depois de sua "conversão".
Elenco
Produção e distribuição
Antecedentes
Rossellini, especialmente a partir dos anos 1960, vinha se sentindo insatisfeito com o cinema, a arte e o mundo contemporâneo e via na televisão uma ferramenta para espalhar educação para milhões de pessoas; ajudando a criar, assim, uma sociedade mais "iluminada". Para que o diretor alcançasse seu objetivo, em sua opinião, seria necessário realizar obras televisivas que rompessem com as tradições cinematográficas até então estabelecidas e criar uma linguagem simples e didática, própria para o então novo meio. Além disso, via o retrato de figuras e momentos históricos, especialmente relacionados ao desenvolvimento da ciência e da filosofia, como a "cura" dos males que afligiam o homem moderno. A produção e distribuição dos filmes contou, em sua maioria, com as emissoras ORTF e, principalmente, RAI, as quais, devido ao seu monopólio na televisão francesa e italiana, respectivamente, e seu caráter estatal, possibilitavam que sua programação fosse voltada essencialmente à educação e cultura. Por conseguinte, ao longo de um pouco mais de dez anos, Rossellini realizou 8 filmes e 4 seriados histórico-pedagógicos transmitidos pela televisão italiana e, também pela televisão francesa.
Estilo
A ênfase de Rossellini em abordar a história era a de mostrar a evolução do pensamento e das ideias. Ele queria apresentar a história de indivíduos que realizaram gestos de liberdade e que foram contra estruturas rígidas do pensamento de suas épocas. Não queria focar no grandiosismo de figuras históricas, mas, sim, em sua fragilidades — os "heróis" são representados como pessoas comuns e há sempre a ênfase no cotidiano, nas pequenas ações. Almejava, também, evitar um olhar ideológico frente ao passado e, para tal, preferia tratar da história distante, uma história fria.
Inspirado pela pedagogia do pensador checo Comenius, que dava espaço especial à imagem no processo educativo, Rossellini formulou seus objetivos e mecanismos didáticos de seus filmes históricos. Pretendia aliar o olhar livre dos vícios da linguagem cinematográfica, de um público ainda não familiarizado com a programação televisa nascente, a uma "imagem essencial". Uma imagem que deveria ser simples na sua composição, porém rica e complexa nas suas informações, contendo inúmeras mensagens que agiriam no interior de cada um. Não queria apenas relatar o passado e descrever seus pensamentos, queria filmar diretamente uma ideia.
Como Rossellini tentava traduzir suas utopias de forma pragmática à tela, sempre partindo da economia de recursos, algumas escolhas foram tomadas: uso da lente Pancinor, lente zoom desenvolvida pelo próprio Rossellini; do plano-sequência, contendo, em um único take, inúmeras mensagens e informações; enquadramento frontal, na altura dos olhos, que mostra o corpo inteiro; simplicidade da forma narrativa, episódica e linear, retirando tensão e o suspense, evitando a espetacularização e dando ênfase às pequenas ações; dublagem e o uso de atores amadores ou não-atores, evitando os vícios da dramatização excessiva que um ator profissional normalmente carrega consigo.
Recepção
Público
Blaise Pascal obteve cerca de 16 milhões de espectadores em sua transmissão pela RAI e, após a exibição, a emissora realizou uma enquete com o público perguntando sua opinião sobre o filme. Pouco mais de 59% afirmaram que gostaram do que assistiram, porém, antes da transmissão, apenas 1% dizia saber quem era Blaise Pascal, enquanto que, depois da transmissão, o número subiu para 45%. As vendas de livros sobre o filósofo também cresceram.
Crítica
Os filmes históricos de Rossellini são, ainda hoje, pouco discutidos. Dentre suas principais razões, destacam-se a dificuldade de acesso às cópias, o preconceito que muitos críticos ainda possuem em relação à produções televisivas e à desconexão da crítica cinematográfica com o trabalho de Rossellini para a televisão. No entanto, o restauro e relançamento dessa parte da obra e a realização de mostras desses filmes permitem novos olhares e reavaliações desse período da carreira do diretor italiano.
Referências
Texto de Blaise Pascal (filme) na Wikipédia, sob licença CC BY-SA 4.0. https://pt.wikipedia.org/wiki/Blaise_Pascal_(filme)
Curiosidades
- Estreou em 16 de maio de 1972, numa terça-feira.
- Dura 2h09 — a medida de um longa comum.
- O quiz deste filme tem 10 perguntas — dá para jogar mais de uma vez sem repetir.
Produção
- EstúdiosOrizzonte 2000, RAI, ORTF
- PaísesFrança, Itália
- Idiomasitaliano
- SituaçãoReleased
Elenco
-
Pierre Arditi
Blaise Pascal -
Rita Forzano
Jacqueline Pascal -
Giuseppe Addobbati
Étienne Pascal -
Christian De Sica
Luogotenente criminale -
Livio Galassi
Jacques il servo - Bruno Cattaneo Adrien Dechamps
-
Anne Caprile
Michèle Martin -
Claude Baks
Cartesio
Quiz deste filme
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Ficha técnica
- Mario Fioretti Fotografia
- Roberto Rossellini Direção
- Jolanda Benvenuti Montagem
- Claude Baks Produção
- Renzo Rossellini Produção
- Mario Nascimbene Trilha sonora
- Luciano Scaffa Roteiro
- Marcella Mariani Roteiro
- Renzo Rossellini Roteiro
- Roberto Rossellini Roteiro
Perguntas sobre o filme
Do que se trata Blaise Pascal?
Blaise Pascal: Nesta biografia evocativa e atmosférica, Roberto Rossellini dá vida ao filósofo e matemático Blaise Pascal, que, em meio à perseguição religiosa e à ignorância, acreditava em uma harmonia entre Deus e a ciência.
Quem dirigiu Blaise Pascal?
Blaise Pascal foi dirigido por Roberto Rossellini em 1972.
Quem está no elenco de Blaise Pascal?
No elenco de Blaise Pascal estão Pierre Arditi, Rita Forzano, Giuseppe Addobbati, Christian De Sica e Livio Galassi.
Quanto tempo dura Blaise Pascal?
Blaise Pascal dura 129 minutos, ou 2h09.
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Ficha atualizada em 14/09/2026.
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