
Black Mirror (2011)
O futuro é brilhante
Sinopse
As histórias bizarras não têm limite nesta série antológica que revela o pior da humanidade, suas maiores invenções e muito mais.
Sobre a série
Black Mirror é uma série de televisão de antologia britânica criada por Charlie Brooker. A maioria dos episódios são do gênero de ficção especulativa, ambientados em distopias num futuro próximo com tecnologia de ficção científica. A série possui inspiração em The Twilight Zone e utiliza os temas da tecnologia e da mídia para comentar questões sociais contemporâneas. A maioria dos episódios é escrita por Brooker com a participação da produtora executiva Annabel Jones.
A série possui 33 episódios divididos em sete temporadas e um especial, além do filme interativo Black Mirror: Bandersnatch (2018). As duas primeiras temporadas foram exibidas no canal britânico Channel 4 em 2011 e 2013, assim como o episódio especial "White Christmas" lançado em 2014. Posteriormente, a série migrou para a Netflix, onde mais cinco temporadas foram lançadas em 2016, 2017, 2019, 2023 e 2025. Uma oitava temporada está em desenvolvimento. Dois webisódios relacionados foram produzidos pela Netflix, e um livro complementar às quatro primeiras temporadas, intitulado Inside Black Mirror, foi publicado em 2018. As trilhas sonoras de muitos episódios foram lançadas em formato de álbum.
Black Mirror é considerada por alguns críticos como uma das melhores séries de televisão da década de 2010, enquanto outros apontam os temas morais como repetitivos e previsíveis, ou citam uma queda na qualidade. O programa ganhou o Prêmio Emmy do Primetime de Melhor Telefilme três vezes consecutivas por "San Junipero", "USS Callister" e Bandersnatch. Black Mirror, juntamente com American Horror Story e Inside No. 9, é creditada por revitalizar o formato de antologia televisiva, e diversos episódios foram considerados proféticos pela mídia.
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Black Mirror é uma série de televisão de antologia britânica criada por Charlie Brooker. A maioria dos episódios são do gênero de ficção especulativa, ambientados em distopias num futuro próximo com tecnologia de ficção científica. A série possui inspiração em The Twilight Zone e utiliza os temas da tecnologia e da mídia para comentar questões sociais contemporâneas. A maioria dos episódios é escrita por Brooker com a participação da produtora executiva Annabel Jones.
A série possui 33 episódios divididos em sete temporadas e um especial, além do filme interativo Black Mirror: Bandersnatch (2018). As duas primeiras temporadas foram exibidas no canal britânico Channel 4 em 2011 e 2013, assim como o episódio especial "White Christmas" lançado em 2014. Posteriormente, a série migrou para a Netflix, onde mais cinco temporadas foram lançadas em 2016, 2017, 2019, 2023 e 2025. Uma oitava temporada está em desenvolvimento. Dois webisódios relacionados foram produzidos pela Netflix, e um livro complementar às quatro primeiras temporadas, intitulado Inside Black Mirror, foi publicado em 2018. As trilhas sonoras de muitos episódios foram lançadas em formato de álbum.
Black Mirror é considerada por alguns críticos como uma das melhores séries de televisão da década de 2010, enquanto outros apontam os temas morais como repetitivos e previsíveis, ou citam uma queda na qualidade. O programa ganhou o Prêmio Emmy do Primetime de Melhor Telefilme três vezes consecutivas por "San Junipero", "USS Callister" e Bandersnatch. Black Mirror, juntamente com American Horror Story e Inside No. 9, é creditada por revitalizar o formato de antologia televisiva, e diversos episódios foram considerados proféticos pela mídia.
Episódios
Produção
Desenvolvimento
Em 2013, Robert Downey Jr. optou pelo episódio "The Entire History of You" (escrito por Jesse Armstrong) em uma escolha de qual episódio seria transformado em um filme pela Warner Bros. e pela sua própria empresa de produção, Team Downey.
Em setembro de 2015, a Netflix encomendou uma terceira temporada de 12 episódios, que foi dividida em duas temporadas de seis episódios. O elenco da terceira temporada inclui Bryce Dallas Howard, Alice Eve, James Norton, Cherry Jones, Wyatt Russell, Alex Lawther, Jerome Flynn, Gugu Mbatha-Raw, Mackenzie Davis, Michael Kelly, Malachi Kirby, Kelly Macdonald e Faye Marsay. Os diretores da terceira temporada incluem Joe Wright, Jakob Verbruggen, James Hawes e Dan Trachtenberg. A terceira temporada foi lançada na Netflix em 21 de outubro de 2016. A emissora Channel 4 não exibiu a terceira temporada, pois a Netflix adquiriu os direitos autorais da série, gastando 40 milhões de dólares. Um trailer da terceira temporada foi lançado em outubro de 2016. Em outubro de 2016, foi anunciado que Jodie Foster dirigiria um episódio da quarta temporada, que teria a atriz Rosemarie DeWitt como protagonista.
Em outubro de 2016, Charlie Brooker revelou que tinha ideias de onde seriam as sequências dos episódios "White Bear" e "Be Right Back", mas era improvável que qualquer uma das sequências fosse feita. Ele também revelou que os atores foram chamados para voltar para a série, mas não estavam disponíveis, embora Hannah John-Kamen apareça no episódio "Playtest" depois de aparecer em um papel de coadjuvante no episódio "Fifteen Million Merits". Além disso, Charlie Brooker também afirmou que havia alguns personagens no episódio "Hated in the Nation", da terceira temporada, que poderiam potencialmente aparecer novamente.
Em relação a quarta temporada, que foi lançada em 29 de dezembro de 2017, Charlie Brooker divulgou alguns detalhes para a imprensa. Foi revelado que Jodie Foster dirigiria um episódio que tem como tema a relação entre mãe e filha; um episódio seria filmado na Islândia; e outro episódio será incrivelmente cômico. Ele também disse que os episódios desta temporada teriam mais variedade em relação aos episódios das temporadas anteriores. Charlie Brooker expressou relutância em fazer uma sequência para o episódio "San Junipero", que foi bastante aclamado pela crítica.
Conceito e estilo
As duas primeiras temporadas da série foram produzidas pela Zeppotron, para a Endemol. Um comunicado de imprensa da Endemol descreveu a série como "um híbrido de The Twilight Zone e Tales of the Unexpected que toca em nosso desconforto contemporâneo em relação ao nosso mundo moderno", com as histórias tendo uma sensação de "paranóia-tecnológica". A emissora Channel 4 descreve o primeiro episódio como "uma parábola retorcida pela era do Twitter".
De acordo com Charlie Brooker (ao conversar com a revista SFX), a equipe de produção considerou dar um tema ou um apresentador de ligação para a série, mas acabou sendo decidido que seria melhor não fazer isto: "Houve discussões. Nós colocamos todas na mesma rua? Temos alguns personagens que aparecem em cada episódio, um pouco no estilo Three Colours: Blue/White/Red? Nós pensamos em ter um personagem que apresenta os outros, no estilo Tales from the Crypt, ou tipo Rod Serling ou Alfred Hitchcock ou Roald Dahl, porque a maioria das séries antológicas tem isso... mas quanto mais pensávamos nisso, mais achávamos que era um pouco estranho".
Abertura
Charlie Brooker explicou a abertura da série para o jornal The Guardian: "Se tecnologia é uma droga — e parece ser uma droga — então quais são, precisamente, os efeitos colaterais?" Esta área — entre prazer e desconforto — é onde Black Mirror, minha nova série dramática, se passa. O "espelho negro" da abertura é o espelho que você encontrará em cada parede, em cada mesa, na palma de cada mão: a tela fria e brilhante de uma TV, de um monitor, de um smartphone".
Recepção
Resposta da crítica
A primeira temporada foi aclamada como inovadora e chocante, e com reviravoltas na narrativa que faziam lembrar de The Twilight Zone. Michael Hogan, do jornal The Daily Telegraph, descreveu o primeiro episódio, "The National Anthem", como "um estudo chocante, mas corajoso, bizarro e cômico da mídia moderna". Ele continuou dizendo que "Esta foi uma ideia demente e brilhante. A sátira era tão audaciosa que me deixou de boca aberta e gritando. Quase igual àquele pobre porco". A série foi exibida em grande parte do mundo, incluindo na Austrália, em Israel, na Suécia, na Espanha, na Polônia, na Hungria e na China. A série ficou popular e foi bem recebida na China, se tornando uma das séries mais discutidas no início de 2012. As avaliações de usuários no site Douban alcançaram 9.3, uma pontuação maior do que os dramas americanos mais populares. Muitos telespectadores e críticos elogiaram a profundidade da série. Um repórter do jornal The Beijing News acreditou que a série era "um apocalipse do mundo moderno", "desesperado, mas profundo". Outro artigo do mesmo jornal dizia que cada história criticava a televisão através de diferentes aspectos.
Na segunda temporada, Black Mirror continuou recebendo aclamação. Em sua crítica do episódio "Be Right Back", Sameer Rahim, do The Telegraph, escreveu: "A série tocou em ideias importantes — a falsa maneira que nós, às vezes, nos apresentamos online, e nosso crescente vício em vidas virtuais — mas também foi uma exploração tocante do sofrimento. Para mim, esta é a melhor coisa que Charlie Brooker já fez". Jane Simon, do jornal The Daily Mirror, disse que o segundo episódio da segunda temporada, "White Bear", não teve o "puxão emocional instantâneo" do primeiro episódio da temporada, "Be Right Back". Ela continuou dizendo que, depois de um terço da duração do segundo episódio, já tinha perdido as esperanças de que ele terminaria bem: "[...] a atuação foi inacreditável, o roteiro estava cheio de clichês de filmes de terror, a violência foi um pouco demais [...]", mas, que no final, "acabei estando absolutamente errada sobre cada aspecto". Ela terminou a crítica dizendo: "É outro trabalho de gênio com reviravoltas e obscuridade do Sr. Brooker". Várias notícias, incluindo uma de Chris Cillizza, repórter político do jornal The Washington Post, compararam a campanha política de Donald Trump, em 2016, com a campanha política de "The Waldo Moment", um episódio da segunda temporada; mais tarde, em setembro de 2016, o escritor do episódio, Charlie Brooker, também comparou a campanha política de Donald Trump com a campanha do episódio, e previu que Trump ganharia as eleições de 2016. A segunda temporada ficou popular na China. Wen Bai, do jornal chinês Information Times, acreditou que a segunda temporada ainda era "muito bem feita" e "quase perfeita".
Em dezembro de 2014, Stephen King percebeu sua admiração pela série. O especial de Natal da série naquele ano, "White Christmas" recebeu elogios da crítica. Ben Beaumont-Thomas, do jornal The Guardian, elogiou a sátira cômica do episódio e observou que "o sentimentalismo é compensado pela malícia do humor, e pelo papel e imaginação de Brooker em qualquer lacuna na lógica". O crítico do jornal The Daily Telegraph, Mark Monahan, deu um total de 4/5 estrelas para o episódio, dizendo que o drama foi uma "coisa emocionante: entretenimento escapista com uma picada muito real em sua cauda". Mark Monahan comparou o episódio com o mais forte dos episódios anteriores de Black Mirror, afirmando que "exagerou da tecnologia atual e das obsessões de efeitos sutis, mas infernais, um lembrete de pesadelo-antes-do-Natal de que reverenciar nossos aparelhos digitais é se tornar o escravo patético deles".
A terceira temporada recebeu críticas positivas dos críticos. No site Metacritic, a temporada tem uma classificação de 82 de 100, baseado em 23 avaliações.
Prêmios e indicações
Em novembro de 2012, Black Mirror ganhou o prêmio de Melhor Filme/Minissérie da TV no International Emmy Awards. O International Emmy Awards é para séries de televisão "produzidas e exibidas inicialmente fora dos Estados Unidos". Depois que as duas primeiras temporadas foram exibidas nos Estados Unidos, o jornal The A.V. Club colocou a série em sua lista de Melhores de 2013 (junto com Borgen, The Fall, Moone Boy e Please Like Me). A atriz Bryce Dallas Howard recebeu uma indicação no Screen Actors Guild Award por sua atuação no episódio "Nosedive".
Literatura
Em junho de 2017, Charlie Brooker anunciou uma série de livros baseados em Black Mirror, que apresentarão "histórias novas, originais e obscuramente satíricas, que atingem nosso desconforto coletivo em relação ao mundo moderno". O primeiro livro foi lançado em 1 de novembro de 2018 no Reino Unido e em 20 de novembro de 2018 nos Estados Unidos, e conta com curtas histórias antológicas, escritas por diferentes autores.
Referências
Ligações externas
Black Mirror no Channel 4
Black Mirror no IMDb
Texto de Black Mirror na Wikipédia, sob licença CC BY-SA 4.0. https://pt.wikipedia.org/wiki/Black_Mirror
Temporadas
-
Temporada 1 2011 · 3 episódios
-
Temporada 2 2013 · 4 episódios
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Temporada 3 2016 · 6 episódios
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Temporada 4 2017 · 6 episódios
-
Temporada 5 2019 · 3 episódios
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Temporada 6 2023 · 5 episódios
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Temporada 7 2025 · 6 episódios
Elenco
-
Hayley Atwell Martha Starmer
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Domhnall Gleeson Ash Starmer
-
Rory Kinnear Michael Callow
-
Lindsay Duncan Alex Cairns
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Donald Sumpter Julian Hereford
-
Tom Goodman-Hill Tom Blice
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Toby Kebbell Liam Foxwell
-
Lenora Crichlow Victoria Skillane
-
Michael Smiley Baxter
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Wyatt Russell Cooper Redfield
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Daniel Rigby Jamie Salter
-
Douglas Hodge Rolo Haynes
-
Claire Keelan Naomi
-
Sinéad Matthews Sarah
-
Julia Davis Judge Charity
-
Ashley Thomas Judge Wraith
-
Alice Eve Naomi Blestow
-
Cherry Jones Susan Taylor
Onde assistir
Produção
- SituaçãoEm exibição
- Onde foi exibidaChannel 4 e Netflix
- PaísesReino Unido
- Estreia04/12/2011
- votos6.501
Ficha técnica
- Toby Haynes Direção
- Owen Harris Direção
- David Slade Direção
- James Hawes Direção
- Carl Tibbetts Direção
- Ally Pankiw Direção
- John Hillcoat Direção
- Uta Briesewitz Direção
- John Crowley Direção
- Jodie Foster Direção
- Tim Van Patten Direção
- Otto Bathurst Direção
Tags
- Antologia
- Comédia negra
- Crime
- Crítico
- Distopia
- Futuro próximo
- Inspirador
- Perturbado
- Realidade alternativa
- Sátira
- Sátira social
- Tecnologia
- Terror
Perguntas sobre a série Black Mirror
Do que se trata Black Mirror?
Black Mirror: As histórias bizarras não têm limite nesta série antológica que revela o pior da humanidade, suas maiores invenções e muito mais.
Quantas temporadas tem Black Mirror?
Black Mirror tem 7 temporadas, com 33 episódios no total.
Black Mirror ainda está no ar?
Black Mirror continua em exibição, com novos episódios previstos.
Onde assistir Black Mirror no Brasil?
No Brasil, Black Mirror está disponível em Netflix. A oferta muda com frequência.
Quem está no elenco de Black Mirror?
No elenco de Black Mirror estão Hayley Atwell, Domhnall Gleeson, Rory Kinnear, Lindsay Duncan e Donald Sumpter.
Séries parecidas
Curiosidades
- Estreou em 4 de dezembro de 2011, num domingo.
- São 7 temporada(s) e 33 episódio(s) — média de 5 por temporada, e ainda está em produção.
- Foi exibida originalmente por Channel 4, Netflix.
- É uma produção de: Reino Unido.
- O quiz desta série tem 9 perguntas.
Ficha atualizada em 15/09/2026.
8,3
8,1
8,5
7,5
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8,2
8,4
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