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Cena de Rei Tut
Cartaz de Rei Tut

Rei Tut (2015)

1 temporada 3 episódios 90 min Drama

Garoto. Rebelde. Rei.

Sinopse

A saga surpreendente de Tutankamon, o Rei Tut, um dos governantes mais extraordinários da história, sua ascensão ao poder e sua luta para levar o Egito à glória, enquanto seus conselheiros mais próximos, amigos e amantes tramam em favor de seus próprios e mal intencionados interesses.

Temporadas

Elenco

Produção

Ficha técnica

Tags

Perguntas sobre a série Rei Tut

Do que se trata Rei Tut?

Rei Tut: A saga surpreendente de Tutankamon, o Rei Tut, um dos governantes mais extraordinários da história, sua ascensão ao poder e sua luta para levar o Egito à glória, enquanto seus conselheiros mais próximos, amigos e amantes tramam em favor de seus próprios e mal intencionados interesses.

Quantas temporadas tem Rei Tut?

Rei Tut tem 1 temporada, com 3 episódios no total.

Rei Tut ainda está no ar?

Rei Tut já terminou em 2015.

Quanto dura cada episódio de Rei Tut?

Cada episódio de Rei Tut dura cerca de 90 minutos.

Quem está no elenco de Rei Tut?

No elenco de Rei Tut estão Ben Kingsley, Avan Jogia, Nonso Anozie, Sibylla Deen e Alexander Siddig.

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Críticas do público

Críticas dos leitores

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Da imprensa e da TMDb

  • por Filipe Manuel Neto 5,0

    Reescrever a história do faraó mais icónico do Antigo Egipto.

    Pessoalmente, e apesar de gostar de ver, tenho bastantes pruridos com filmes e séries de TV que tenham por base material histórico. Geralmente acabam por ter tão pouco rigor na forma como mostram o passado e as personagens históricas reais que se tornam dignas do meu ódio ou do meu desprezo, enquanto historiador. Esta série é mais uma, com uma agravante: não conhecemos assim tanto quanto queríamos sobre a vida de Tutankhamon. Na verdade, até onde sabemos, Tutankhamon é um dos faraós mais apagados da dinastia a que pertenceu. A história do seu pai, Akhenaton, é bastante mais interessante na medida em que protagonizou um grave conflito religioso no seio do Egipto, um país onde o faraó era também chefe da religião estatal. No entanto, não é possível fugir do fascínio que este jovem rei exerce sobre nós. Ele é, com a sua máscara funerária, o rosto do Antigo Egipto.

    O verdadeiro faraó Tut terá nascido de uma união incestuosa e começou a reinar por volta dos dez anos de idade. Casou com uma meia-irmã, com quem teve duas filhas que não sobreviveram à infância. A série aborda muito o problema da sucessão, mas refere muito brevemente estes nascimentos e trata-os como simples abortos. A série aproveita também para criar em torno do faraó uma teia de intrigas e conspirações envolvendo o vizir Ay, o qual era chefe do governo, e o comandante geral do exército, general Horemheb. Ambas as personagens existiram e vieram a reinar, sucessivamente. Um dos pontos mais errados da série, do ponto de vida do rigor histórico, diz respeito aos Mitani. A série retracta este reino de uma forma que, apesar de nunca o situar no mapa-múndi, parece coloca-lo ao Sul do Egipto, no actual Sudão, razoavelmente perto do Egipto para que as personagens da série se deslocassem até às suas terras em apenas alguns dias de jornada. A realidade é, contudo, muito diferente: o reino Mitani foi um dos reinos hurritas e situava-se mais ou menos no actual Curdistão, bastante longe da capital egípcia para representar perigo! Ainda mais flagrante é a forma errada como o próprio Tutankhamon é representado. Além das feições razoavelmente europeias e da tez branca, o faraó é mostrado como uma pessoa saudável, até atlética e capaz de combater. Na realidade, e tendo por base a análise da sua múmia, sabemos que Tutankhamon era frágil e terá tido dificuldades para caminhar por sofrer de uma forma ligeira de escoliose e uma deformação num pé. Portanto, esqueçam o faraó guerreiro!

    Agora que vimos o quão esta série foi capaz de atropelar a História fica a questão: valeu a pena? De facto, a série entretém, funciona bem como peça de entretenimento apesar de enganar as pessoas e passar a ideia errada do faraó! Razoavelmente bem feita e contando com um elenco excelente, a série é decente.

    O elenco é fortemente baseado nos desempenhos de dois actores em concreto: Avan Jogia e o veterano Ben Kingsley. Ambos foram eficazes no seu trabalho e souberam actuar com eficácia, especialmente Kingsley, que deu a Ay uma aura maquiavélica. Temos ainda a boa performance de Kylie Bunbury, que deu vida à personagem mais emotiva e capaz de chegar ao público. Também admiráveis e dignos de louvor foram os esforços de Nonso Anozie e Iddo Goldberg. Sibylla Deen deu-nos a interpretação mais frágil, mas ainda foi bastante convincente, especialmente nas cenas de maior carga dramática.

    Tecnicamente, é uma série de qualidade mediana. A cinematografia é bastante boa tendo em conta a qualidade TV que a série transpira. Usando e abusando do CGI e da tela verde que tudo possibilita, foi possível recriar o Egipto sem grandes custos embora perdendo aquela agradável sensação de realismo. O palácio real com aqueles pisos sobrepostos, por exemplo, é excessivamente fantasioso para ser crível e há mais problemas de lógica e de falta de credibilidade a surgir por toda a parte. É o caso das armaduras militares egípcias, claramente inventadas sem o apoio da arqueologia, e tendo como objectivo apenas e só o critério estético da produção. A banda sonora é boa, mas de qualidade TV.

Curiosidades

Ficha atualizada em 18/09/2026.